Bem vindos ao meu blog! Aqui conto histórias adocicadas de mãe do Guga do Jomi e da Sofi Relato histórias de uma mãe babada/galinha como todas as outras, rendida a uma dedicação total aos 4, pois o pappy tambem conta!

23
Set 08

(Imagem retirada da net)

Tento me colocar no lugar deles quando ficam "esquisitos" e fico recordando, de como eu era nesta mesma idade!
 Adolescência! Rebeldia sem causa! Em casa, não é?
Sim , porque com os outros, sempre muito educada, simpática e meiga!
Mas, bastava por os pés dentro de casa e a tolerância dissipava! Eram perguntas demais para uma pobre adolescente como eu! E, as respostas, monossilábicas, saíam como um grunhido entre os dentes! A minha mãe queixava - se.
Hoje… Ó meu Deus, como a entendo e peço perdão! (mãeeee, desculpa!! Sério, eu não sabia que era assim tão díficil...).
Achava que todos estavam contra mim, qualquer que fosse a discussão! E houvesse discussão! Quando começavam os gozos eu explodia! Gritava! Saía batendo os pés, as portas e o que viesse pela frente! Era mesmo de pavio curto!
E escrevia tudo num diário! Ninguém me entendia mesmo! Só mesmo as minhas amigas e o meu diário...
Agora quando releio as páginas desse diário (guardado, nem sei bem para quê), testemunho do meu enorme sofrer e...perco-me em gargalhadas!
Hoje estou no papel de mãe de uma adolescente e vejo como é difícil acompanhar tantas mudanças. Pois, há um tempinho atrás, nós, os papás, éramos tudo para eles. Mais que super-heróis! Era a mãe para lá...mãe para cá...Agora é só para lá...
Questiona tudo!? (Chama a atenção “fala baixo mãe!”)
Portanto, mães e pais de adolescentes, não se aterrorizem tanto! Vocês não deixaram de ser amados pelos vossos filhos. Este comportamento faz parte da mudança pela qual nós passamos e sempre vai haver alguém com alguma historieta para contar. E nós, pais, temos que fazer a nossa parte que é amar, compreender, orientar, impôr limites e conversar, conversar, conversar...
Mesmo que pareça que eles não estão  ouvindo! Devemos sempre bater naquela tecla que julgamos ser importante, mesmo que de vez em quando ela dê uma “avaria”. Mas não podemos ficar indiferentes nunca!!
Este assunto é riquíssimo e preocupa-me muito pois, embora a minha filha já esteja na adolescência, tem um outro quase lá.
E dei conta disso porque um dia destes, disse para o meu do meio, com 11 anos, guardar as sapatilhas, que ele tinha abandonado no meio da sala e eu acabara de tropeçar nelas. E ele, que sempre foi bem-humorado e querido, com a cara mais incrédula deste mundo, sai com esta:
- Tá bem! Eu sei que  sou  chato e burro mesmo!!

TILIM!!! TILIM!!!

Caiu-me a cara ao chão!
Olha o pré-adolescente surgindo!!
Vai começar tuuuuudo de novo!!!!
publicado por guguinha às 15:17
sinto-me: Pois ...

22
Set 08

 

Há uns anos eu responderia logo “claro que sim!”.
Porque é fantástico ver irmãos que se entendem, que realizam o papel da família, que continuam o amor dos pais.

Mas, há algum tempo, li (não sei onde) a explicação de uma mãe que se tinha convencido de que os seus filhos nunca iriam gostar um do outro. Dizia ela que “finalmente tinha percebido que os irmãos são, antes de mais, indivíduos - e que isso implica a escolha natural de quem se gosta ou não.”

Por vezes questiono-me se os meus filhos vão ser amigos pela vida fora. Não sei. O Guga ainda é muito pequeno, e com a diferença de idade dos manos, é demasiado protegido pelos dois. O Jomi gosta sinceramente dos dois manos. A Sofi adora o irmão bebé, mas é clara o entrave que ela coloca em relação ao irmão do meio.

Toda a gente nos diz que a demonstração fixa de desdém e de reprovação que a Sofi faz sobre o Jomi se deve à sombra que este lhe faz. Os 22 meses que eles têm de diferença fazem com que o Jomi, ainda assim, não consiga “descolar-se” do “menino-mais-pequeno-mas-que-é-quase-uma-cópia-da-mana”. Tudo o que a Sofi faz /tem, passado pouco tempo é também adquirido pelo irmão: os pulos na personalidade, o desenvolvimento cognitivo, a capacidade de interacção.

Parece, então, que a Sofi anda num empenho formidável para se distinguir em relação ao Jomi. “Tu não fazes nada de jeito”, “tu não sabes o que eu sei”, “tu és um anormal, nem a mesa sabes pôr!”! E, por maior que seja as nossas tentativas para a elogiarmos, a ela e às suas aprendizagens, parece que este é um caminho rijo de atravessar.

(Assim como é duro gerir a tristeza do Jomi quando a irmã é mais fria com ele. “A Sofi nem um beijo deixa eu dar-lhe...”)

Espero francamente que este desaguisado ceda lugar a uma paz de espírito entre eles. Espero que aqueles momentos diários em que eles se dão mesmo bem sejam mais duráveis.
Mas lembro-me muitas vezes das palavras daquela mãe. “Os irmãos não têm de gostar uns dos outros.” Pois não...
publicado por guguinha às 14:43
sinto-me: sei lá eu...

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