Bem vindos ao meu blog! Aqui conto histórias adocicadas de mãe do Guga do Jomi e da Sofi Relato histórias de uma mãe babada/galinha como todas as outras, rendida a uma dedicação total aos 4, pois o pappy tambem conta!

28
Mai 08

Bem eu postei este mesmo post no club mammy, mas como sei que tenho amigos e familiares que não o conhecem, volto a postar aqui , para que os meus tesouros ,saibam o quanto a mamã os ama, apesar de ás vezes dar ralhetes...

 
Mãe? Quem é?
Mãe é uma pessoa que cuida e gosta de nós.”
In “Peter Pan”
 
Tagarelar sobre os meus filhos é, agora percebo, uma tarefa mais dura do que cuidar deles no dia a dia.
Primeiro assalta-me o pensamento de escrever algo superior que possa transmitir a ideia da importância que eles ocupam na minha existência e na minha vida. Depois, páro para pensar e passar em exame todos estes anos de maternidade e casos mais ou menos engraçados, mais ou menos significativas, para quem pouse os olhos sobre estas linhas sinta vontade de as ler.
É inútil. Todas as histórias retiradas do seu contexto não passam de trivialidades que só eu, mãe babada, acho de uma graça ou significado permanente…
Páro agora e resumo aquilo que acho tão importante e que, á custa da procura do especial, muitas vezes esquecemos: o evidente.
É evidente que a Sofi, o Jomi, o meu anjo e o Guga são o mais importante que aconteceu na minha vida!
A Sofi, minha primeira e muito desejada filha, tem agora 13 anos. A Sofi nasceu cor de pêssego, carequinha, e com uns grandes olhos azuis como o céu, num final de tarde de Dezembro, depois de uma gravidez sem problemas, terminando num parto normal (com epidural), e quase com a presença do pai. Da minha pessoa não herdou nada. Tem uns olhos azuis, mais azuis que o do pai, cabelo loiro, e até o feitio é igual ao pai. É calma, tímida ao primeiro contacto. E é linda, mesmo linda de morrer…Apesar de agora estar naquela idade…
O Jomi, o meu doce, agora com 11 anos, foi outra história. Estava convencida de que ia ter outra menina, lembro-me com se fosse hoje do dia em que o médico me disse “ Ora aqui temos um rapazote, e grande!”. Naquelas primeiras horas senti uma decepção tão grande, claro está que o pai estava feliz da vida, eu sentia-me, nem sei explicar. A culpa foi do Jomi, que nasceu de cesariana, pois estava sentado. Nasceu branquinho, carequinha, num final de noite de Fevereiro (mês dos gatos!). Aqui o pai esteve presente, e de tão atrapalhado nem sabia qual o grupo sanguineo da mãe nem do pai! É calmo, meigo e sensato, o Jomi é também, na medida certa, mexido, traquina e “reguila”. Adora a companhia de outras crianças e adultos e o primeiro contacto é feito “ao natural “sem ponta de timidez.
O meu anjo, foi concebido sem ter sido planeado, se tivesse sobrevivido teria agora 2 anos e meio. Quando soube que estava grávida quase”morria”. A Sofi já tinha 11 anos e o Jomi 9 anos, parecia que a minha vida estava a andar para trás. Mas foi uma obra de Deus, pois de outra forma nunca mais teria o terceiro filho. Mas quis a natureza que ele não sobrevivesse. Esta experiência, que não desejo nem a pior das criaturas à superfície da terra, transforma a vida de uma mãe. Jamais serei a mesma, e a dor, essa, trato-a por tu e acompanha-me todos os meus dias.
O Guga, agora com dois anos, é, a minha “coisa boa” como muitas vezes lhe chamo. Nasceu numa manhã de Abril,Também de ceseriana, cheio de fome… e com bons pulmões, careca como os manos. Dos três é o mais parecido comigo, mas continua a ter muitas coisas do pai. Muito meiguinho e engraçado, tímido de início, quem não o conhecer diz que é um santo – o Guga está longe de ser um bebé fácil. Só ele me deu noites más até a bem pouco tempo. Dono de uma personalidade forte, já impõe a sua vontade e não deixa de fazer aquilo que quer. Ainda continua agarrado a sua maminha. Para o arrastar, é preciso muita psicologia e pedagogia infantil.
Todos diferentes como a noite do dia, é visível que a Sofi, o Jomi e o Guga são o meu motivo de vaidade e a razão principal da minha existência. O meu anjo no Céu, sabe que ocupa 1/3 do meu coração, é o afago dele.
Muitas vezes, os melhores dias da Vida das pessoas são exactamente aqueles em que nada extraordinário acontece.
Para mim, e parece-me evidente porquê, a Vida de todos os dias ganha uma importância triplicada. Porque não posso deixar de pensar, quando lhes dou banho, quando os visto, quando acordam, quando brinco ou auxilio nos trabalhos escolares, quando lhes dou o almoço e o jantar, e sobretudo quando os vejo correr, saltar, rir as gargalhadas ( “mexe comigo”, e não perguntem porquê), não posso deixar de pensar,que eles têm o mais valioso dos bens : a Vida.
E perguntem voces o porquê deste post? Bem ,achei que devia brindar os meus filhos com um presente, além de que o meu anjo... está a fazer anos que Deus o levou.

 

publicado por guguinha às 21:12
sinto-me: A minha razão de Vida

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